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sábado, 19 de outubro de 2013

Meditação Pode Ajudar Crianças a se Concentrarem Melhor e Evita Depressão

 Meditação


Segundo estudo da Universidade de Cambridge, ensinar meditação às crianças pode ajudá-las a se concentrar melhor.
Os benefícios da meditação têm se tornado objeto de novas pesquisas que revelaram o seu poder de curar, reduzir vícios e até mesmo de tornar uma pessoa mais empática. Agora, um estudo da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, aponta que apresentar às crianças alguns ensinamentos dessa prática pode ajudá-las a se concentrar melhor.
Uma pesquisa apresentada no dia 6 de setembro de 2013 na Conferência Anual de Psicologia Cognitiva do Desenvolvimento da Sociedade Britânica de Psicologia em Reading, na Inglaterra, descobriu que um curso de formação de curta duração pode ajudar as crianças a evitar as distrações e a se concentrar mais.
Os pesquisadores recrutaram 30 crianças (meninos e meninas com idades de 10 e 11 anos) para participar de um curso de concentração como parte de seu currículo escolar.
Os pesquisadores avaliaram os efeitos do curso através de questionários e dos níveis de atenção das crianças, medidos por meio de um jogo de computador projetado especificamente para esta finalidade. Eles monitoraram mudanças na atenção ao longo de um intervalo de nove meses.
“A capacidade de prestar atenção na aula é fundamental para o sucesso na escola”, diz o pesquisador Dominic Crehan. “A concentração parece ter um efeito só depois de um curso de meditação de curta duração, que as crianças gostaram”.
Os pesquisadores acreditam que ainda são necessárias mais pesquisas, mas os resultados mostram que a prática pode ser importante para ajudar crianças com dificuldades de atenção, como o déficit de atenção e hiperatividade, diz Crehan.
Meditação

Exercícios de Meditação podem Modificar Circuitos Neurais Subjacentes ao Sentimento

A compaixão pode ser descrita como uma disposição, genuína, de compreender e de buscar aliviar o sofrimento alheio. Com base na percepção de que os outros têm tanto direito ao bem-estar quanto nós mesmos, ela foi associada por estudos à tendência de mostrar gratidão e de enxergar erros como oportunidade de aprendizado. E, ao contrário do que prega o senso comum, essa “virtude” não é inata. Pode ser desenvolvida por meio de exercícios mentais simples, capazes, segundo estudo publicado no Psychological Science, de modificar circuitos neurais subjacentes a esse sentimento.
Pesquisadores do Centro de Investigação de Mentes Saudáveis, no Centro Waisman da Universidade Wisconsin–Madison, orientaram voluntários a fazer meditação compassiva, uma antiga técnica budista que ajuda a despertar sentimentos de compreensão e cuidado em relação aos outros. Basicamente, eles deviam imaginar uma pessoa que passava por algum sofrimento e desejar que ele fosse aliviado. Para ajudar a manter o foco durante o exercício, repetiam frases como “Que você fique livre da dor. Que você sinta alegria e conforto”.
Conduzidos por instruções de áudio – meia hora por dia, durante duas semanas –, os voluntários se concentraram em entes queridos, em si mesmos e até em estranhos e pessoas com quem tiveram conflitos. Os autores do estudo relatam que, depois do experimento, os voluntários revelaram maior comportamento altruísta em um jogo on–line de “distribuição de renda” – cedendo por vezes parte de seus ganhos a outro jogador que havia sido propositalmente “injustiçado”. Além disso, exames de imageamento cerebral, realizados antes e depois do experimento, detectaram alterações na resposta cerebral dos participantes quando viam imagens de pessoas sofrendo. Mais especificamente, os cientistas observam aumento da atividade em áreas como o córtex parietal inferior, associado à empatia, e o córtex pré-frontal dorsolateral, envolvido na regulação de emoções negativas.
Para o psiquiatra Richard J. Davidson, diretor do Centro de Investigação de Mentes Saudáveis, a compaixão é flexível e pode ser treinada, como as habilidades cognitivas e físicas. “Aplicados nas escolas, por exemplo, exercícios que buscam aprimorar esse sentimento podem ajudar a combater o bullying e, consequentemente, evitar sofrimentos que são gatilhos para transtornos psíquicos. Também podem ser úteis para todas as pessoas, principalmente as que sofrem de ansiedade social”, diz.
Compaixão

Estudo afirma que Compaixão pode ser Cultivada

Os pesquisadores da Universidade de Winsconsin-Madison, examinaram pela primeira vez, que as pessoas podem ser treinadas para ser mais compassivas, durante curto período de tempo. Em uma sala de meditação equipada para investigação científica e um laboratório de imagens cerebrais, eles detectaram que a compaixão conduz a um comportamento mais altruísta e à mudanças relacionadas nos sistemas neuronais.
“A teoria é que se praticamos compaixão por meio da meditação, assimilando em nossa própria mente, então isso realmente se expressa quando vê alguém que sofre ou necessita de ajuda” disse Helen Weng, estudante graduada em psicologia clínica do Centro de Investigação de Mentes Saudáveis, autora principal do artigo, em uma entrevista telefônica.
O novo estudo intitulado “O treinamento na compaixão e no altruísmo altera as respostas neuronais ao sofrimento” foi publicado na revista Psychological Science.
Usando imagens de ressonância magnética funcional, os investigadores mediram a quantidade de atividade cerebral modificada entre o princípio e o final do treinamento. Como resultado, perceberam que “as pessoas que eram mais altruístas depois do treinamento na compaixão, foram as que mostraram as maiores mudanças cerebrais ao ver o sofrimento humano”, segundo o comunicado da imprensa.

Treinamento da compaixão em laboratório

Os investigadores ensinaram os participantes a meditar no Centro de Investigação de Mentes Saudáveis, localizado próximo à orla sul do lago Mendota, próximo a hospitais, centros de investigação médica e ciências de saúde e na ruas do campus, UW-Madison.
Durantes duas semanas, os participantes meditaram e praticaram gerando sentimentos de compaixão para três tipos de pessoas em suas vidas.
Em primeiro lugar, praticaram a compaixão por um ser querido. Em segundo lugar, praticaram a auto-compaixão e a compaixão por um desconhecido. Por último, praticaram a compaixão por alguém com quem tiveram um conflito, ou com uma “pessoa difícil”.
Durante as duas semanas da pesquisa, os participantes escutaram em seus respectivos locais, as instruções de áudio pela internet durante 30 minutos ao dia. Havia também um grupo de controle que praticava a reavaliação cognitiva, que consiste em “uma técnica onde as pessoas aprendem a reestruturar seus pensamentos para sentirem-se menos negativas”, segundo o comunicado da imprensa.
Ao retornar para o centro, os investigadores mediram as respostas emocionais no scaner cerebral enquanto os participantes meditavam.
“Mostramos a eles imagens de pessoas sofrendo (como uma criança chorando ou uma vítima de queimaduras) e pedimos que gerassem uma resposta compassiva como a que praticavam em casa”, disse Weng. “Foram geradas frases de compaixão, como: que seja liberado do seu sofrimento e que possa sentir alegria e felicidade,  buscando sentir ternura e conforto em seus corações”.
Finalmente, veio a prova real. Sem que os participantes soubessem, estavam sendo testados no altruísmo e na probabilidade de que ajudassem a um estranho em necessidade. “Não queríamos que soubessem que estávamos avaliando o comportamento altruísta e lhes dissemos que era um estudo paralelo”, mencionou Weng.
Os participantes do estudo, fundamentalmente desempenharam um papel de expectadores. Viram a dois jogadores anônimos no “Jogo de redistribuição”, um intercâmbio financeiro na internet.
No jogo havia um “opressor” e uma “vítima”. O opressor tinha 10 dólares e a vítima não tinha nada. Enquanto que os participantes tinham 5 dólares, dessa forma poderiam ajudar a vítima dentro das circunstâncias, se assim o desejassem.
Para cada dólar que o participante desse à vítima, se retirariam dois do opressor para dar à vítima. Os resultados mostraram que os participantes treinados em compaixão foram mais propensos a ajudar a um estranho, em comparação com os participantes do grupo de controle.
A hipótese é que a meditação compassiva em realidade aumenta o comportamento altruísta, segundo Weng.
“Então quisemos saber: Bem, como está mudando o cérebro em resposta às pessoas que sofrem?”, disse Weng. Então ao examinar os dados da atividade cerebral, perceberam que quanto maiores as mudanças no cérebro depois de duas semanas de treinamento em compaixão, o participante terminava oferecendo mais dinheiro ao estranho.
Os investigadores encontraram essas mudanças cerebrais no córtex parietal inferior, uma região associada com a empatia e a compreensão dos demais.
“O treinamento da compaixão também aumentou a atividade no córtex pré-frontal dorso-lateral na medida em que se comunicava com o núcleo accumbens, regiões do cérebro envolvidas com a regulação das emoções e das emoções positivas”, segundo o comunicado da imprensa.
“Estão aprendendo mais a aproximar-se, tornarem-se mais amáveis e próximos a essas pessoas que estão sofrendo”, segundo Weng. Porém a prática da compaixão em um monitor de computador é diferente da prática da compaixão na vida real.

Compaixão diária

Após o estudo, os investigadores perguntaram aos participantes se por acaso se deram conta das mudanças em sua vida cotidiana.
“Uma pessoa disse que estava em um supermercado e foi mais amável com a atendente de caixa” e “um pouco mais paciente quando tinham que esperar na fila”, observou Weng.
Gravaram também como os participantes se sentiam durante o estudo. “Uma pessoa disse coisas como: No início me sentia muito triste de que essa pessoa estivesse sofrendo, então nesse momento experimentei ternura no meu coração”. Weng disse que “foram diversas experiências”.
Para alguns participantes, era fácil sentir compaixão por alguém que realmente estimavam devido a que já se sentiam conectados com essa pessoa. Porém logo tiveram que praticar a compaixão com eles mesmos, com estranhos e com alguém com quem tinham conflitos, ou com uma “pessoa difícil”.
“Às vezes com a pessoa difícil, disseram: estou tentando sentir compaixão, porém estou muito aborrecido”, disse Weng. “Outras pessoas diziam: está bem, entendo porque se comportam assim e dessa forma me sinto um pouco mais compassivo. Os participantes definitivamente tentaram e realmente se sentiram comprometidos com a prática”.

Estudando a compaixão

“É uma espécie de treinamento com pesos… constatamos realmente que as pessoas podem construir sua compaixão como um ‘músculo’, e responder aos sofrimentos dos demais com atenção e o desejo de ajudar”, disse Weng.
Ainda em entrevista telefônica, explicou que a compaixão poderia desenvolver-se como um “músculo”, porque é uma habilidade que já temos dentro de nós, esperando ser utilizada. Por exemplo, Weng disse que os bebês nascem naturalmente com amor e com um sistema para conectar-se com os outros, já que necessitam disso para sobreviver.
Porém à medida que crescemos, nos ocorrem muitas coisas e mudamos, “desenvolvemos diferentes experiências e perdemos esse contato”, disse Weng. “Parte desse treinamento consiste em responder, tendo em conta que somos adultos… vivendo em um mundo moderno… Como podemos acessar esse lugar que todos temos dentro de nós?”, questiona.
O Dr. Richard J. Davidson, neurocientista reconhecido e pioneiro no estudo dos efeitos da meditação sobre o cérebro, fundou em 2008 o Centro de Investigação de Mentes Saudáveis, onde os investigadores realizam “uma rigorosa investigação científica sobre as qualidades saudáveis da mente, como bondade, compaixão, perdão e atenção”, segundo sua webpage.
Alison DeShaw Rowe, especialista em relações públicas para o centro, disse que o Dr. Davidson decidiu por a compaixão no mapa da ciência e estudá-la desde um ponto de vista científico depois que o Dalai Lama fez uma pergunta no início de 1990. “Por que os psicólogos somente se concentram nas emoções negativas como a ansiedade e a depressão? Por que não aplicar todas essas ferramentas no estudo das qualidades saudáveis da mente? “, disse DeShaw Rowe.

Benefícios de ser mais compassivo

Weng apontou outros estudos sobre a compaixão, demonstrando que as pessoas tendem a ter uma resposta menos estressante enquanto são avaliadas; as emoções são mais positivas no dia a dia, e tem maior satisfação com a vida e sofrem menos depressão.
“Permite que você aproxime-se das pessoas; no trabalho você torna-se mais amável, ou está mais disposto a trabalhar com novidades”, disse Weng. Continuou dizendo que está interessada no estudo de como a compaixão modifica nossa interação com nossa própria família e amigos.
“Creio que se pode demonstrar as pessoas, trata-se de reduzir o foco naquilo que eu necessito para: O que os outros necessitam?”, disse Weng, e agregou que ao fazer dessa forma, em realidade também estava ajudando a si mesma.
Qualquer melhora vem com a prática, e tem que iniciar por alguma parte. “Inclusive duas semanas de prática proporcionam alguma mudança”, expressou Weng. “Realmente mostra que pode ser factível, acessível e que a meditação não é somente para os monges”.
Meditação

Meditação ajuda no tratamento à depressão

As técnicas de meditação são atualmente usadas no âmbito hospitalar, e sua eficácia clínica foi estabelecida em alguns campos aplicativos, em particular no caso da depressão e da dor crônica. O psicólogo cognitivo Zindel Segal e seus colegas do Centro de Dependência e Saúde Mental de Toronto, no Canadá, acompanharam 84 pacientes que sofriam de depressão e haviam tomado antidepressivos até a remissão dos sintomas. No final desta primeira fase, um terço dos pacientes continuou o tratamento antidepressivo, um terço recebeu placebo e o restante participou de sessões de terapia baseada na meditação de plena consciência.
Um ano e meio depois, 30% dos pacientes que se dedicaram à meditação de plena consciência voltaram a sofrer de depressão – um número equivalente ao das pessoas do grupo tratado com antidepressivos, enquanto a proporção atingia 70% dentre os que haviam tomado o placebo. Os pesquisadores concluíram que a prática da plena consciência pode ser tão eficaz quanto os antidepressivos para evitar uma recaída. Os efeitos positivos da meditação para a saúde se baseiam em uma modificação da atividade cerebral.
O caso da dor crônica foi estudado em particular pelo neurocientista Fadel Zeidan e por seus colegas da Universidade da Carolina do Norte. A equipe do pesquisador avaliou a atividade cerebral dos praticantes que receberam estímulos dolorosos. Nestas pessoas a intensidade percebida da dor havia diminuído em 40% e a sensação de desconforto (que se refere à maneira como a pessoa vive a experiência) em 57%, em relação aos participantes do grupo de controle. Essa diminuição da intensidade dolorosa está associada ao aumento da atividade do córtex anterior do cíngulo e à baixa atividade da ínsula anterior, regiões que participam da regulação cognitiva da dor, influindo na percepção. Além disso, uma ativação do córtex orbitofrontal permite considerar a dor “menos desagradável”.





Fonte: http://www.meditacaobrasil.com.br/



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